Falar é fácil, Mano!

Tutty Vasques

29 de junho de 2011 | 06h04

ilustração pojucanTomara que eu queime a língua logo na estreia do Brasil na Copa América, mas o bom desempenho de Mano Menezes nas entrevistas coletivas cria expectativas que volta e meia se frustram com a má performance da seleção em campo. Mal comparando, tem sido mais agradável ouvir o técnico falar que ver seu time jogar.

Articulado, simpático, educado, calmo e bem-humorado, o sucessor de Dunga contraria uma longa tradição de arrogância, teimosia e português ruim no exercício do cargo que ocupa há quase 1 ano.

Às vésperas de sua estreia em competições oficiais pela seleção, o cara não xinga, não foge a perguntas, não isola o grupo, não sobe o tom de voz, não fica de tromba, não se veste de maneira esquisita, não calça chuteiras na pátria, não inventa!

Com tudo tão certo fora das quatro linhas, é natural que se espere um bom entendimento em campo no domingo contra a Venezuela. Chegou a hora de Ganso, Neymar, Pato, Robinho & Cia demonstrarem com a bola a mesma habilidade que o técnico tem com as palavras.

No mínimo para que, se um dia voltar a entoar o coro de “burro” em jogos do Brasil, o torcedor não esteja pedindo a volta de ninguém.

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