Faxina de líderes

Tutty Vasques

14 Março 2012 | 02h13

REPRODUÇÃOO melhor da saída de Romero Jucá da liderança do governo no Senado é que a gente não vai mais esbarrar a toda hora no noticiário com aquele seu bigode espanando explicações regimentais sobre o toma lá, dá cá de sempre entre os poderes.

Por este aspecto, convenhamos, viva o sistema de rodízio de líderes que a presidente Dilma inaugurou ao destituir Jucá das funções que exercia há 18 anos – desde os troca-trocas formais da era FHC, portanto –, com inigualável inexpressividade pessoal. Da maioria de suas declarações, a gente só lembra do bigode.

Imagino que ninguém vá ficar chateado se, a partir da semana que vem, o ex-“eterno líder” do Senado aparecer menos na mídia que o Tiririca. O mesmo se pode prever para a barriga que notabiliza o deputado Cândido Vaccarezza, a vítima de ontem na faxina de líderes que chegou à Câmara.

Não que se espere coisa muito melhor para o lugar deles, mas só o fato de mudarem as figurinhas carimbadas do álbum de notícias já justifica a alta-rotatividade que o governo pretende agora para seus representantes no parlamento.

O ideal seria adotar um esquema parecido com o do ‘Big Brother Brasil’, que troca de líder da casa toda semana, né?