Felipe Massa: se chorar, apanha!

Tutty Vasques

27 de julho de 2010 | 06h38

Se a Ferrari mandasse Felipe Massa, em vez de dar passagem, jogar seu carro contra o muro de proteção para favorecer seu companheiro de equipe, será que ele seria tão “profissional” quanto Nelsinho Piquet?  O ex-piloto da Renault também obedeceu a ordens de equipe para beneficiar o mesmo Fernando Alonso no GP de Cingapura, em 2009.

Tirar o pé do acelerador, como fez agora Massa na Alemanha, pode não ser tão sinistro quanto provocar acidentes em causa própria, mas é decisão moralmente desastrosa para a construção da imagem de um ídolo aspirante à vaga de Ayrton Senna. Pobre torcedor brasileiro: ainda não de todo recuperado do vexame de Barrichello abrindo caminho para Schumacher em 2002, não merecia assistir a este filme de novo.

A lambança está feita, mas Felipe Massa pode ainda escapar do papel ridículo que a repetição da história lhe destina. Precisa, para isso, deixar de lado a pose de contrariadinho – com direito a tromba e tudo –, incompatível com o discurso de quem assume total responsabilidade pelo procedimento cafajeste da Ferrari.

Nem o Muricy Ramalho, que tinha até mais motivo para isso, fez beicinho quando o Fluminense mandou que ele deixasse o Mano Menezes passar sua frente na corrida pela seleção.

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