Fim do mundo melancólico

Tutty Vasques

13 de outubro de 2011 | 06h47

ilustração pojucanManchete econômica de ontem em todos os grandes jornais do mundo, a inesperada rejeição na União Europeia ao plano financeiro para salvar países vizinhos do abismo da dívida não chega a ser o fim do mundo.

Graças a Deus!

Se, em vez de a pindaíba continental, fosse o fim do mundo que, para ser evitado, dependesse esta semana de uma decisão unânime dos 17 membros da zona do euro, a Terra teria ido pelos ares na terça-feira por causa do voto contra do parlamento da Eslováquia.

A ideia, ao que parece, era só derrubar a primeira-ministra Iveta Radicova, ainda que, para isso, fosse necessário levar a Grécia e a Irlanda juntas pro buraco.
Claro que logo, logo vão dar um jeito de aprovar o tal Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef), mas o episódio fez passar um frio na espinha de quem anda meio preocupado com os rumos da globalização:

Só de pensar na possibilidade de, numa emergência mais grave, o mundo acabar em meio a um racha na base aliada do governo de Bratislava, francamente, ainda bem que nenhum de nós vai estar aqui para ler os jornais do dia seguinte.

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