Fogueira dos imortais

Tutty Vasques

14 Setembro 2013 | 06h54

ilustração pojucanNuma semana em que acompanhou atentamente a reviravolta no julgamento do mensalão, os desdobramentos da espionagem americana no Brasil e a derrota do Corinthians no Maracanã, Lula oficialmente não teve tempo de cumprimentar FHC pela posse do companheiro tucano na Academia Brasileira de Letras.

Entre amigos, no entanto, acusou o golpe: “Quando eu virei imortal, ele também não ligou para dar os parabéns!”

Nem tanto pela inveja do fardão – que, cá pra nós, não é mais nem menos ridículo que a indumentária honoris causa da Universidade de Coimbra –, Lula sentiu por um instante vontade de estar no lugar do outro ex-presidente, todo fantasiado de imortal, só para ouvir o acolhimento de Maitê Proença ao empossado na noite da última terça-feira: “Você é o homem mais lindo que eu conheço!”

É o tipo de homenagem que faria metade dos homens brasileiros com mais de 40 anos de idade se sentir imortal! A outra metade só atingiria tal condição com a Bruna Lombardi!