“Habla 33!”

Tutty Vasques

18 Maio 2013 | 06h18

reproduçãoAfora as dificuldades na avaliação da capacidade de profissionais de Saúde diplomados estrangeiros, o grande problema na importação de médicos para suprir a carência de mão de obra formada no Brasil é a tradução dos sintomas, de um lado, e dos diagnósticos, de outro. Qualquer mal-entendido na relação médico-paciente neste particular pode ser fatal.

O povo, que já não consegue ler o que os nossos médicos escrevem nas receitas, terá decerto imensa dificuldade em compreender o que diz sobre seus males um gastroenterologista cubano ou um ginecologista espanhol. E vice-versa!

Se não é fácil nem para os clínicos brasileiros decifrar a narrativa dos atendidos nas emergências do interior, imagina a situação de um doutor cucaracho qualquer recém-chegado ao País!

Pode parecer preconceito, mas falo aqui com conhecimento de causa: meu psicanalista é argentino! Há mais de 10 anos a gente finge entender o que o outro diz, ou seja, não vou ter alta nunca!