Hassanzinho Paz e Amor

Tutty Vasques

26 Setembro 2013 | 02h15

reproduçãoQuem é o marqueteiro do novo presidente do Irã? O discurso surpreendentemente conciliador de Hassan Rouhani faz um pouco a linha do Lulinha Paz e Amor de 2002. Será que tem dedo do Duda Mendonça nisso, caramba?

A hipótese foi levantada ontem em Tel Aviv, onde o bom-mocismo do sucessor de Ahmadinejad é visto como puro exercício de cinismo político. A reação de Israel, cá pra nós, também lembra a gritaria dos tucanos quando Lula começou a pregar o diálogo e a moderação para mostrar ao eleitor que não representava nenhuma ameaça ao Brasil.

Hassanzinho Paz e Amor, convenhamos, só globalizou a retórica ao posar de cordeiro na tribuna da assembleia-geral da ONU, em Nova York, onde já chegou com o discurso azeitado pela condenação do Holocausto, do extremismo e da violência.

É, de certa forma, um bem que o marketing faz à política. Hipocrisias à parte, Cuba talvez fosse hoje um lugar melhor se tivesse experimentado um Fidelzinho Paz e Amor na Presidência.

Ou não!