Higienópolis-Leblon

Tutty Vasques

13 de maio de 2011 | 00h03

fdssdhNão importa que, pelos cálculos da ONU-Habitat, vá demorar ainda uns 50 anos até que Rio e São Paulo se encontrem numa só megacidade de 43 milhões de habitantes. Quando, enfim acontecer, o ideal em matéria de transporte público para os moradores de Higienópolis e do Leblon será uma única linha expressa de Metrô ligando os dois bairros, sem escalas no trajeto ou ramificações em seus terminais. Até lá, ninguém – de um lado e de outro – faz questão de ter estação de trens perto de casa.

Quem viver, verá: no dia em que um trem-bala subterrâneo aproximar essas duas ilhas de excelência do bem-viver no Brasil, vai ter morador do Leblon passando o domingo de Sol em Higienópolis só para não cruzar com aquela “gente diferenciada” que vai à praia aos domingos. Ipanema, comenta-se na vizinhança, já teria perdido inteiramente a privacidade depois da chegada do Metrô ao bairro.

A ponto de, hoje, o Leblon ter mais a ver com Higienópolis, e não só pela resistência de seus moradores à parada de trens que trafeguem em seus subterrâneos. Quando estiverem dividindo as mesmas butiques, restaurantes e calçadas vão se dar super bem, quer apostar?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: