Hoje tem marmelada?

Tutty Vasques

03 Agosto 2012 | 06h16

ilustração pojucanEm sua primeira contribuição efetiva para a elevação do espírito olímpico internacional, o badminton desmoralizou a marmelada em Londres. Ninguém deixa a peteca cair com tanta displicência impunemente.

O olho grande na tabela da fase de mata-mata da competição custou a eliminação às quatro duplas femininas que entregaram descaradamente o jogo umas às outras, mas a bizarrice que se viu em quadra deixa como legado uma lição básica de esportividade: nunca é fácil perder!

Menos ainda quando se almeja a derrota! Pode até não chorar no final, mas o torcedor exige um mínimo de capricho na encenação do fracasso para não fazer papel de bobo na plateia. A marmelada só funciona quando a suspeita de fraude é sinal de esperteza do espectador que não se deixa enganar.

O cara pode até estar certo de que, para tirar o Palmeiras e o São Paulo do páreo no Brasileirão de 2009, o Corinthians fez corpo mole naquela famigerada derrota para o Flamengo, mas jamais terá como provar a molecagem do Timão.

Sem isso, a marmelada desanda, vira desrespeito com o interesse do público e, em especial, com o sofrimento de quem perde a contragosto, para valer.
Devemos esta noção de ética esportiva ao badminton!