Idade da pedra

Tutty Vasques

25 de junho de 2013 | 06h32

reproduçãoNão são, decerto, farinha do mesmo saco! Existe o vândalo que não tem cura, mas há também aqueles que vão aos poucos percebendo que não podem se comportar nas ruas da mesma forma que na internet. Jogar pedra, na dialética do mundo virtual, é do jogo.

Ao descobrir não faz muito tempo que sua fama na web era de “velho bêbado” pra baixo, Chico Buarque tomou um susto, mas logo se deu conta de que a rejeição violenta era, mal comparando com a capoeira, uma espécie de rabo de arraia legítimo na blogosfera:

“Você vai fazer o quê? Existe muita raiva ali, e você vai ficar com raiva de quem está com raiva? Melhor deixar pra lá…”

Contanto que esta agressividade toda não machuque ninguém no calçadão, tudo bem! No mundo real, convenhamos, a coreografia da bronca é outra: não se pode sair por aí jogando as pedras portuguesas do caminho na primeira Geni que aparecer pela frente.

Lugar de jogar pedra é na internet – combinado?

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