Império do Rebu

Tutty Vasques

06 Agosto 2014 | 06h16

reproduçãoUma estranha sensação invade o telespectador da Globo que está acompanhando ‘Império’ e, na sequência, ‘O Rebu’. Espera-se que, a qualquer momento, personagens de uma novela entrem na cena da outra sem que nada de estranho pareça estrar acontecendo na teledramaturgia brasileira!

Afora o núcleo de chefs de cozinha industrial comum às duas tramas, o cerimonialista interpretado por José Mayer na história de Aguinaldo Silva tem toda pinta de quem organizou a festa de arromba síntese da nova versão do folhetim de Bráulio Pedroso.

Também não seria nenhum absurdo se o cadáver vivido por Daniel de Oliveira em ‘O Rebu’ aparecesse emborcado na piscina da mansão de ‘Império’ na noite da festança de casamento da filha do ricaço representado por Alexandre Nero.

Seria, cá pra nós, tão fantástico na TV quanto foi no cinema os personagens de Woody Allen saindo da tela em ‘A Rosa Púrpura do Cairo’, mas estamos falando de um veículo que ainda não se sente à vontade nem para exibir beijo gay.