Impunidade ameaçada

Tutty Vasques

25 Fevereiro 2012 | 06h07

reproduçãoTiago Tadeu Faria, o vândalo do Anhembi, ganhou ontem liberdade provisória, mas deve estar ainda tão perplexo quanto Al Capone preso por sonegação de impostos na Chicago dos anos 1930.

Afinal, um cara que circula livremente por aí a despeito de passagens pela polícia por roubo, receptação, dano ao patrimônio, porte de arma e formação de quadrilha não poderia jamais imaginar que entraria em cana pela molecagem que aprontou na terça-feira gorda para melar a apuração dos desfiles de escolas de samba de São Paulo.

Se soubesse que rasgar aquela papelada poderia ameaçar a impunidade que desfruta por força de lei, Tiago não teria se comportado daquela forma diante das câmeras de TV, quase tão à vontade quanto o bebê da propaganda do Itaú.

O brasileiro aprendeu no carnaval que “supressão de documentos” é crime inafiançável, mas não demorou muito para perceber que esse negócio de “inafiançável” é igual àquele papo de “irrevogável” do Mercadante.

Tiago pagou fiança de R$ 12,5 mil, está livre novamente, mas deve passar um bom tempo sem rasgar nada por aí! Tomara, né?