Ingrid no divã

Tutty Vasques

12 de julho de 2008 | 00h03

Ufa! Não estamos sós. O marido e a melhor amiga de Ingrid Betancourt também estranharam o jeito com que ela saiu do cativeiro. O publicitário Juan Carlos Lecompte achou muito esquisito que sua mulher voltasse de seis anos na selva mais calorosa com o chanceler francês do que com ele. “Meu sonho era um abraço de três ou quatro minutos.” Não rolou! Juan Carlos é um gentleman. “Ela sabe onde me encontrar no dia em que quiser voltar.” A também ex-refém Clara Rojas não foi tão respeitosa com o papel a que vem se prestando sua parceira de política e de cativeiro: “Ingrid Betancourt é muito boa de teatro.” Percebeu isso quando ouviu a amiga delirar sobre o dia em que salvou a vida de Emmanuel, filho de Clara nascido no acampamento das Farc. “Eles nunca estiveram próximos.” Aos poucos, todo mundo está percebendo que a ex-senadora não está falando coisa com coisa. Na quinta-feira, por exemplo, ela disse em entrevista que adorou a cabeçada de Zidane no italiano Materazzi no final da Copa de 2006. Eu, hein! Ingrid Betancourt devia mudar sua agenda e procurar um psicanalista em vez do papa.

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