Italiano desde pequenininho!

Tutty Vasques

30 Junho 2012 | 06h50

reproduçãoA Espanha tem mais uns 15 minutos de crédito! Se, depois disso, continuar trocando passes curtos no meio-campo, batendo seu próprio recorde de posse de bola, não restará aos amantes do futebol outra opção senão se juntar a quem mal conhece o esporte na empolgação da torcida pela Itália.

Feliz com a eliminação da Alemanha, o brasileiro que a cada jogo desta Eurocopa torceu sempre pela seleção do país mais pobre em campo ficaria neutro na decisão de domingo – um clássico da pindaíba regional – não fosse outro motivo forte para simpatizar mais com a Azurra: Mario Balotelli.

Um herói negro meio maluco seria um baita de um sacode na caretice com que a Europa vem tratando suas crises, à base de austeridade e exclusão racial.

Pode parecer estranho torcer por um cara que incendiou a própria casa soltando fogos de artifício no banheiro e atirou dardos em companheiros da equipe juvenil de seu clube, mas, em matéria de coisa errada, francamente, alguém que já foi preso saindo de casa com eletrodomésticos tem crédito na praça.

Balotelli é a cara dessa Europa que precisa se olhar de frente para tratar de seus defeitos e apostar em suas virtudes.