Já não respeitam nem o Verissimo!

Tutty Vasques

01 de maio de 2010 | 09h28

De nada adiantou Luis Fernando Verissimo pedir “o fim das hostilidades” em crônica que interpretava a atividade daquele vulcão islandês que cobriu a Europa de cinzas como mais um revide do interior da Terra ao que fazemos de mal a ela na superfície. O contra-ataque do ser humano à natureza veio há uma semana pelo mar!

Bombardeado pelo vazamento de 800 mil litros de óleo por dia, o Golfo do México foi invadido por uma mancha escura do tamanho da Jamaica, cujo poder de catástrofe vai se ver neste fim de semana. O desembarque do desastre ambiental na costa da Louisiana (EUA) promete destruição à altura dos estragos do furacão Katrina na região, em 2005. O tsunami de óleo está sendo esperado, ainda, no Mississipi, no Alabama e na Flórida.

         Sabe Deus qual será a resposta da natureza à nossa ‘maré negra’, mas – preparem-se! – vem chumbo grosso por aí. A reação do núcleo duro do planeta, como ponderou Verissimo em seu pedido de trégua, costuma ser “desproporcional à agressão” que lhe fazem. Se for só a velha arenga do homem com a natureza, há sempre a possibilidade de diálogo. Tomara que os dois lados já não tenham desenvolvido uma certa rivalidade pela supremacia do fim do mundo. Seja como for, mantenham-se calmos, por favor!

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