Lei Cinderela de Botequim

Tutty Vasques

03 de abril de 2010 | 09h28

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A Câmara de Vereadores de São Paulo deve votar na semana que vem um projeto de lei que proíbe o funcionamento de bares após a meia-noite para assegurar o horário de silêncio na maior cidade do País. Pela lógica da coisa, o próximo passo do legislativo municipal será fechar os estádios de futebol ao público para não dar chance à praga das torcidas organizadas. Existe também a ideia de proibir os feriadões para acabar com engarrafamentos nas estradas, mas ninguém é louco de confirmar um troço desses em ano eleitoral.

O raciocínio de causa e efeito fundamentado pelo vereador Jooji Hato, autor da Lei Cinderela de Botequim, induz a gente a pensar numa série ações preventivas do mal pela raiz. Será que haveria Big Brother se as TVs abertas fossem obrigadas a sair do ar às 22h?  Imagina quantos afogamentos seriam evitados se as praias fossem, ao menos nos fins de semana de Sol no litoral, vetadas a banhistas!

Já deve ter político por aí pensando em fechar escola para coibir o bullying. Uma lei proibindo motocicletas para acabar com os atropelamentos de motoboys também pode estar a caminho. Os caras só pensam nisso! Se pudessem, proibiam as chuvas para dar fim às enchentes.

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