Lei estimula chá de cadeirinha

Tutty Vasques

10 de junho de 2010 | 09h21

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Depois do chá de panela e do chá de bebê, pode virar hábito da classe média brasileira a promoção de chás de cadeirinha. Funcionaria no mesmo esquema de festinha beneficente entre amigos para ajudar pais de crianças até 4 anos na compra do acessório infantil cuja obrigatoriedade no banco de trás dos automóveis começa a vigorar pra valer em setembro. O que dá até um certo tempo para a sociedade criar maneiras de dividir o prejuízo.

         Imagina a situação do sujeito que acabou de ascender socialmente: casou, comprou um carrinho mil em 60 prestações, teve filho e, de repente, precisa investir algo em torno de R$ 500 para escapar da multa gravíssima de R$ 191. Se não resolver de todo o problema – não está fácil arrumar 10 amigos estribados para colaborar com R$ 50, cada -, o chá de cadeirinha pode ao menos abater parte da despesa extra no orçamento doméstico.

         Outras soluções seriam os consórcios de cadeirinhas ou a já clássica redução de IPI no preço da mercadoria. O mais provável, no entanto, é que a indústria da pirataria venha de novo preencher esta lacuna de mercado, lançando nas calçadas um modelo popular para o transporte de bebês em segurança. Confio mais na alternativa do chá! Você não?

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