Ligar o nome à pessoa é…

Tutty Vasques

31 Março 2012 | 06h34

ilustração pojucanSe fosse “1 milhão do Zé”, por exemplo, ninguém ia pensar de cara no Dirceu, muito menos no Serra ou no Agripino, talvez nem no Sarney colasse. O problema é que “1 milhão do Demóstenes” é pior que marca de batom na cueca. Não dá para dizer “sei lá que Demóstenes é esse, caramba”!

Certamente quando o batizaram assim, os pais de Demóstenes Torres aspiraram para o filho o dom da oratória do original grego e, convenhamos, não se pode dizer que não obtiveram êxito.

No tempo em que ele falava, era uma beleza ouvi-lo na tribuna do Senado! Ficou mudo desse jeito depois que esse “1 milhão do Demóstenes” apareceu em fala do amigo-contraventor Carlinhos Cachoeira registrado em grampo legal obtido pela Polícia Federal.

Se ele se chamasse Carlos, Sérgio, Eduardo, Antônio, Francisco, João ou até mesmo Gilberto ou Geraldo, sua situação não seria tão constrangedora na mídia.

“1 milhão do Demóstenes” é 1 milhão do Demóstenes, impossível não ligar o nome à pessoa do próprio, sem necessidade de DNA, impressão digital ou complementos de parentesco em qualquer investigação.

Não custa nada pensar nisso quando for escolher um nome original para seu filho! Vai que…!