Lua, oh, Lua!

Lua, oh, Lua!

Tutty Vasques

10 de outubro de 2009 | 09h28

reprodução

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Poetas, seresteiros, namorados, correi! É chegada a hora que há 40 anos Gilberto Gil convocou para escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar. Aconteceu ontem, às 8h31, hora de Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Nasa: os americanos bombardearam a Lua! Uma nave-suicida ligada a um foguete de 2,2 toneladas chocou-se propositalmente contra uma cratera do pólo sul lunar pra ver se subia água junto com a poeira pulverizada a 9 mil metros de altura, ou seja, do tamanho do cogumelo de Hiroshima.

Aconteceu 2h15 depois de Oslo conferir a Barack Obama o prêmio Nobel da Paz e, embora David Letterman tenha advertido em seu talk show para o risco da Lua responder à altura, até o fechamento desta coluna estava tudo bem. Só se falava de outras coisas na Terra, não ocorreu ao Irã ou à Coréia do Norte perguntar quem deu autorização à Nasa para uma barbaridade dessas. Imagina se o ataque fosse ideia de jerico da agência espacial de Teerã ou de Pyongyang. Seria o fim do mundo, né não?!

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