Lugar de briga é na internet!

Tutty Vasques

12 Dezembro 2013 | 06h15

ilustração pojucanO brasileiro precisa entender que não pode se comportar nos estádios de futebol como se estivesse na internet, onde é normal a troca generalizada de insultos, agressões, despautérios e desaforos. Com tanta rede social por aí para o ser humano extravasar seus instintos mais primitivos, francamente, não há motivos para o torcedor agir feito animal nas arquibancadas.

A web, como se sabe, é uma espécie de território livre da selvageria! Um lugar onde é possível atacar, tripudiar, blasfemar, humilhar, constranger, provocar, esculachar, xingar a mãe, duvidar da masculinidade, botar o dedo na ferida, desejar a mulher do próximo, desafiar o bom senso, esculhambar a lógica, enfim, pisar nos outros sem qualquer escrúpulo com o único intuito de trucidar a honra alheia. Machuca, mas, convenhamos, nada tão grave quanto traumatismo craniano.

O tal Marco Civil da Internet precisa tomar cuidado para não bloquear a válvula de escape da briga virtual.