Má notícia é uma cachaça

Tutty Vasques

25 de fevereiro de 2011 | 07h13

agagaSem ler jornais desde junho de 2010, quando embarcaram na simulação de uma viagem a Marte, alguns tripulantes da missão russa já dão sinais de crise de abstinência de más notícias. Dia desses, um dos astronautas a bordo chegou ao cúmulo de fingir tropeçar numa pedra e se machucar, só para saciar esse maldito vício do ser humano por fatos desagradáveis.

Mas “a má notícia”, já dizia Nelson Rodrigues, “é uma cachaça como outra qualquer!” Lidas com moderação, não fazem mal algum. Não pode é misturar! Por exemplo: quem esta semana já tomou conhecimento do novo capítulo da crônica policial dedicada ao empresário Nenê Constantino, fundador da Gol, deve a todo custo evitar qualquer contato com as últimas notícias sobre a ex-vereadora Verônica Costa, a Mãe Loura do Funk, sob o risco de overdose do mal. Nem em novela a vida é tão perversa.

Nessas horas, o mundo da lua e adjacências é, crises de abstinência à parte, o lugar mais seguro para se viver longe do noticiário. Quando a simulação da viagem a Marte terminar, no dia 5 de novembro, Muamar Kadafi já terá deixado as primeiras páginas dos jornais. E vida que segue!

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