Macacos em cristaleira

Tutty Vasques

08 de dezembro de 2010 | 02h05

afafaAinda que uma coisa não tenha nada a ver com a outra, o desabamento de parte do teto de gesso do hall de entrada do Theatro Municipal do Rio, momentos após a celebração dos craques do ‘Brasileirão’ no local, pode ter sido um aviso: o templo centenário carioca de cultura, todo restaurado depois de 2 anos de obras avaliadas em R$ 75 milhões, não se presta a manifestações de torcidas de futebol.

Vai explicar para a turba o trabalhão que deu encontrar o veludo goiaba que recuperou o tom rosado original do estofamento das poltronas do teatro! A certa altura da cerimônia, a torcida do Fluminense teve bons motivos para pensar num jeito de fazer desabar sobre a cabeça do presidente do Corinthians o grande lustre central sobre a plateia, todo em bronze dourado, 118 lâmpadas, mangas e pingentes de cristal.

Mas a noite teve um ‘gran finale’: com mais de 100 pessoas pulando no palco, acompanhadas por centenas de tricolores ensandecidos nas galerias – fora a quantidade de puxa-sacos em volta de Lula e Sérgio Cabral -, cá pra nós, até que o Municipal resistiu bem à ideia de jerico de transformá-lo em casa de festas da galera.

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