Maradona, o bom exemplo!

Tutty Vasques

23 de junho de 2010 | 07h14

ilustração pojucan

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O gesto grosseiro do francês Raymond Domenech, que ontem recusou o cumprimento de Carlos Alberto Parreira ao final de África do Sul 2 x 1 França, tirou Dunga do isolamento. A falta de educação pode ser uma tendência geral entre os técnicos de seleção nesta Copa do Mundo. O da Eslováquia, Vladimir Weiss, deixou a imprensa falando sozinha aos 40 segundos de entrevista rolando após derrota de seu time. Saiu irritado pela segunda vez esta semana de uma coletiva.

         A elegância está tão fora de moda no exercício da profissão nesta Copa que Maradona é sério candidato ao prêmio Fair Play da categoria ao final do Mundial. Sério! Se, com Pelé, o técnico da Argentina não chega a ser um gentleman, pelo menos ainda não xingou jornalistas e até teve a gentileza de pedir desculpas a Platini quando entrou mais duro, desnecessariamente, no ex-craque francês.

         De todos os técnicos em atividade na África do Sul, foi o único que vi sorrindo, brincando, provocando, fazendo pose, explodindo de felicidade, tudo como manda o figurino do futebol. Ok, ok, de terno e terço entre os dedos à beira do campo ele fica ridículo, mas, em se tratando de Maradona, convenhamos, está bom demais. Melhor só se um tropeço diante do Brasil poupá-lo da promessa de ficar nu no obelisco.

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