Marca fantasia

Tutty Vasques

18 de fevereiro de 2011 | 02h20

O Rio tem agora uma chefe de polícia com nome de miss. Delegada Marta Rocha, cá pra nós, soa tão estranho quanto monsenhor Cauby Peixoto ou juíza Madame Satã. O problema do homônimo de marcas registradas no inconsciente popular é a dificuldade que todos em volta têm de, à primeira vista, estabelecer uma ligação direta entre o nome anunciado e a pessoa que se apresenta.

Dizem, inclusive, que a expressão “será o Benedito?” surgiu há muito tempo na TV Globo, quando a secretária do Boni avisou que Rui Barbosa aguardava na linha para falar com ele ao telefone. Na época, Benedito Ruy Barbosa estava chegando às novelas da emissora.

Com o tempo todo mundo se acostuma, embora certos nomes tragam sempre uma certa nostalgia de alguém homônimo com quem você preferiria estar. O carioca levou um bom tempo sentindo saudades do Sérgio Cabral que escrevia no Pasquim e organizava o samba no Zicartola. Tem gente que até hoje sente calafrios quando chama o nome dele no Google e dá de cara com o governador no site de busca. O velho não se importa porque pai é pai, mas a ex-miss talvez fique um pouco chateada com a fama crescente da delegada na mídia.

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