Maternidade de segurança máxima

Tutty Vasques

14 de maio de 2010 | 09h28

ilustração pojucan

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Ainda sujeita à sanção do prefeito Hélio de Oliveira (França) Santos, a lei municipal que garante a todo recém-nascido em Campinas direito a “pulseira antissequestro” tem tudo para ser o primeiro passo na criação das maternidades de segurança máxima no Brasil. A identificação eletrônica no berçário pode ser bom para todo mundo, inclusive para aquele bebê que mais tarde vier a seguir o caminho do crime por vontade própria: quando, enfim, o moleque estiver em idade de ir pra cadeia, vai se sentir voltando para o útero materno.

         Claro que, no futuro, a algema com sistema de alarme à prova de rapto não garantirá, sozinha, um pós-parto tranquilo. Mais cedo ou mais tarde, os grandes centros de obstetrícia terão que se equipar com outros aparatos de segurança, tais como detectores de metal, bloqueadores de celular, vidraças à prova de bala nos berçários, torres de vigilância no pátio… Para não constranger parentes do recém-nascido a se despirem na chegada à maternidade, recomenda-se a aquisição de um body scan – aquele aparelho que permite enxergar sob as roupas em revistas de aeroporto.

         A volta para casa em carro blindado fica, até segunda ordem, por conta dos pais!

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