Mau feito o Pica-pau!

Tutty Vasques

20 de agosto de 2013 | 06h05

DivulgaçãoNão é, decerto, o primeiro galã da Globo a sair do armário em cena aberta nas novelas da emissora, mas tão mau-caráter, sem escrúpulos, pervertido e abominável quanto o personagem de Mateus Solano em ‘Amor à vida’, francamente, jamais a televisão brasileira havia exposto um gay tão à imagem e semelhança de um ser humano desprezível como outro qualquer.

Félix, a bicha má do horário nobre, está no momento envolvido no sequestro da sobrinha adolescente, a mesma que, recém-nascida, foi deixada pelo tio numa caçamba de lixo. Depois disso, ele roubou dinheiro do próprio pai, planejou a morte de um amigo da família, falsificou exame de DNA, usou a sogra como laranja… Enfim, a maldade em pessoa não é mais exclusividade dos heterossexuais na TV.

O advento do supervilão gay na teledramaturgia brasileira é, de certa forma, um marco no combate às milícias politicamente corretas: neguinho não é homem para acusar o autor Walcyr Carrasco de homofobia!

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