Metáfora do voo cego

Tutty Vasques

28 de agosto de 2013 | 06h39

reproduçãoA situação de Antonio Patriota em seus últimos movimentos à frente do Ministério das Relações Exteriores lembrava um pouco a do instrutor de parapente que nesse meio tempo virou hit na internet perdido nas nuvens em voo duplo no Rio. A presidente Dilma demitiu o chanceler, salvo engano, quando ele sugeriu que rezassem juntos a ‘Ave Maria”!

Num país em que a metáfora do voo cego é cada vez mais frequente nas entrelinhas do noticiário, o descontrole de quem estava no comando daquele parapente traduz em desespero no YouTube o que o ministro Guido Mantega jamais deixará transparecer em entrevistas: “Ai, meu Deus, não sei onde estou! Deixa eu ver alguma coisa, meu Pai, mostra o caminho pra mim!”

Impávido até quando o piloto, do nada, perguntou se ele sabia nadar, o turista de carona no pânico que sobrevoava São Conrado deu o exemplo de como a gente deve se comportar nessas circunstâncias: não deu um pio quando tudo parecia irremediavelmente perdido!

Falar o que, né não? Reze!

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