Monteiro Lobato, não!

Monteiro Lobato, não!

Tutty Vasques

13 de fevereiro de 2010 | 09h28

reprodução

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O perigo dessas tentativas de eternizar nomes célebres em batismo de ambientes públicos é que, na hora de xingar o serviço ali prestado, acaba sempre sobrando para o homenageado. O mínimo que se pode dizer hoje em dia sobre o funcionamento do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é “droga de Tom Jobim!” – daí pra baixo. Quem não liga o nome próprio a nome feio lembra com saudades do tempo em que todos conheciam a principal janela da Cidade Maravilhosa para o mundo pelo apelido Galeão. E tem ainda aqueles que de vez em quando vêm a público defender “a privatização do Tom Jobim”. Pode?

As autoridades deviam pensar nisso antes de escolher a razão social da nova estatal para exploração do pré-sal. Serve Ouro Negro, Petromar, Tupi, Ipê, Pré-Sal do Brasil, qualquer um entre os 17 nomes cogitados, menos Monteiro Lobato Petróleo. Pelamordedeus! O escritor não precisa disso para ser lembrado e, francamente, pra que correr de novo o risco de repetir a esculhambação que fizeram com o santo nome do Tom Jobim?