Muito barulho por nada!

Tutty Vasques

14 de dezembro de 2010 | 06h27

qdhaSe é mesmo verdade que existe vida após a morte, não deve haver nada mais constrangedor e frustrante para um homem-bomba do que chegar no céu e descobrir que seu “ataque suicida” foi só em parte bem-sucedido. “A parte do suicídio deu certo!” – costumam debochar do ataque as virgens escaladas para o harém de todo sujeito que vai pelos ares sem levar ninguém junto no atentado.

Aposto que já deve ter virado piada no Paraíso o caso do iraquiano que dia desses se detonou num centro comercial de Estocolmo, na Suécia. O suspeito teria explodido o próprio carro com tanques de gás numa rua movimentada da cidade, antes de estraçalhar seu abdômen 300 metros adiante.

O morto, imagina-se, saiu direto pro abraço das moças que lhe haviam prometido de recompensa, deixando para trás o saldo de dois feridos leves e um novo fracasso retumbante no currículo dessa geração de terroristas com perfil no Facebook. Lembra daquele outro que quase explodiu a Times Square em maio? Condenado à prisão perpétua, o paquistanês que confessou a autoria do fiasco de Manhattan escapou, ao menos, do mico de virar anedota em seu próprio harém.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: