Nada é pra já!

Tutty Vasques

26 de maio de 2011 | 06h03

ghgkhgkQuando, afinal, os evangélicos americanos vão entender que o mundo não tem data para acabar. O tal pastor Howard Camping remarcou para 21 de outubro o apocalipse que previu inicialmente para o sábado passado, como se o fim do mundo não fosse um desafio cotidiano e, sobretudo, subjetivo. Esta semana, por exemplo, ele assumiu forma de vulcão nos aeroportos europeus, de tornado no Missouri (EUA) e de Código Florestal em Brasília.

A despeito da globalização, o fim do mundo – literal ou figurado – é, quase sempre, um fenômeno local. No Japão, por exemplo, ninguém nem sabe quem é Antonio Palocci, embora aqui no Brasil o ministro tenha status de risco atômico no governo Dilma. Outra coisa: está chovendo horrores no Nordeste, mas quem se preocupa com isso no resto do País?

Há casos, inclusive, de vizinhos que, mesmo compartilhando aflições, não chegam a um consenso sobre a leitura do noticiário. Quer ver só? Na sua opinião, caro(a) leitor(a), a prisão do jornalista Pimenta Neves com 11 anos de atraso é o fim do mundo ou uma esperança de que ele não vai acabar sem que a gente veja o ex-médico Roger Abdelmassih na cadeia? Pense com calma, tem tempo!

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