Namoradinha do Brasil – a missão

Tutty Vasques

23 de setembro de 2010 | 06h22

jkMuitos já não assumem, mas todo homem de meia-idade que curte futebol, bicicleta, arroz integral ou mulher descolada já teve uma quedinha pela Soninha Francine. Ninguém liga se, vez por outra, ela gostar de uma coisa errada! Para a minha geração, pelo menos, a jornalista tem lá sua graça, mesmo quando não é motivo de piada – como agora, no Twitter!

         Estão zoando sem dó da pobrezinha na rede social, como, aliás, fizeram em outras mídias com Regina Duarte nas eleições de 2002. Bateu aquele medo na Soninha, sabe? Podia ter refletido melhor sobre a suspeita de sabotagem eleitoral na origem das panes do Metrô de São Paulo, mas não. Foi fissurada tuitar a primeira maluquice que lhe veio à cabeça e, desde então, virou chacota de milhares de teorias conspiratórias absurdas a ela atribuídas na Internet.

         Aconteceu num instante! Soninha não precisou nem de todos os 140 toques regulamentares de seu microblog para fazer cumprir uma nova etapa no seu destino de ‘Namoradinha do Brasil’. Depois de certa idade, como se sabe, todas entram em pânico perante a opinião pública. Nada que o tempo não delete da memória seletiva de seus fãs.

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