Não adianta espernear!

Tutty Vasques

29 Março 2013 | 00h03

ilustração pojucan“Aquele rapaz de barba” que o deputado Marco Feliciano mandou prender em meio à zorra total da Comissão de Direitos Humanos alegou em sua defesa nos telejornais da noite ser “negro, pobre e gay”. Pode até ter direito a três cotas na universidade, mas nem precisa evoca-las para estudar com seus colegas de militância formas mais inteligentes e/ou bem-humoradas de protesto contra aquele traste que colocaram na presidência do fórum das minorias no Congresso.

Ou, mais cedo ou mais tarde, os defensores dos Direitos Humanos nas audiências públicas sobre o assunto na Câmara vão perder inteiramente a razão.

O ser humano não falha: mesmo quando está do lado certo, sua vocação para o erro fala mais alto. De vez em quando grita, sobe na mesa, sapateia, xinga, dá a cara a tapa…

A tática de fazer valer seus argumentos esperneando para não deixar o outro falar é deprimente. Entre outros motivos porque dá ao pastel do Marco Feliciano a oportunidade de amanhã se juntar à cubana Yoani Sánchez no rol das vítimas desse tipo de baderna opositora, o que seria uma tremenda injustiça com a colega blogueira.

Precisa alguém dar este toque na galera!