Não é faxina!

Tutty Vasques

15 Setembro 2011 | 06h03

reproduçãoUma coisa ainda falta esclarecer no episódio que culminou com a demissão do ministro do Turismo: por que diabos Pedro Novais chamava sua faxineira paga com dinheiro público de “governanta”?

Corre à boca pequena em Brasília que, na explicação ao Palácio do Planalto, o agora ex-ministro botou o dedo na ferida: “Nenhuma mulher gosta de ser chamada de faxineira, presidenta!”

Dilma Rousseff, como se sabe, tricotou abertamente a respeito com Patrícia Poeta, decidida a encerrar de uma vez por todas o assunto da tal “Espanada nos Ministérios”, que supostamente estaria promovendo no País.

Não passaria, pois, o rodo da ética em quem quer que seja justo na semana seguinte à entrevista no ‘Fantástico’. O ministro do Turismo, que ninguém se iluda, não foi demitido: caiu de maduro, esborrachou-se como uma goiaba no pátio do governo!

Quando Dilma voltou de viagem a São Paulo, como diria o poeta, “no meio do caminho tinha um Pedro, tinha um Pedro no meio do caminho”.

A presidente só fez pedir ao PMDB que limpasse o chão pra ninguém escorregar, e vida que segue!