Não existem heróis no Rio

Tutty Vasques

16 de fevereiro de 2011 | 02h02

gshsTá tudo no esquema: quando, enfim, o secretário José Mariano Beltrame, descobrir que o capitão Nascimento não passa de um corrupto que a todos enganou fazendo papel de mocinho em ‘Tropa de Elite’, a operação ‘Guilhotina’ deflagrada para cortar pela raiz o mal da Segurança Pública carioca dará lugar às Unidades Pacificadoras da Polícia. O clima entre algumas delegacias é, no momento, de guerra de quadrilha!

Não à toa, a bandidagem está em extinção no balneário. Quase todos os espaços tradicionalmente ocupados pelos foras da lei no noticiário foram tomados pela polícia. O velho quebra-pau entre o CV (Comando Vermelho) e o ADA (Amigos dos Amigos), facções rivais do tráfico no Rio, perdeu território para o mata-mata entre o pessoal da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) e do Core (Coordenação de Recursos Especiais). O bicho pegou!

Ontem caiu o chefe de Polícia e, comentava-se no Bope, àquela altura o capitão Nascimento já teria saído às pressas do Festival de Cinema de Berlim a caminho do exílio em algum lugar do norte da África. “Não dá mais pra ser mocinho no Rio de Janeiro”, comentou emocionado ao se despedir do cineasta José Padilha.

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