Negócio Hemp

Tutty Vasques

21 Dezembro 2013 | 00h03

reproduçãoO problema do cadastro nacional de maconheiros que se pretende montar no Uruguai – primeiro país do mundo a legalizar a produção e o comércio da droga – é o vazamento dos contatos de localização do usuário da erva para os mailings da publicidade dirigida a este público específico.

A liberação do consumo presume a criação de um mercado livre de produtos da cultura Cannabis e, não demora, quem registrar seu telefone ou e-mail para comprar maconha na farmácia ficará na mira das propagandas de papel de seda, desberlotadores, enroladores de cigarros, balanças de precisão, narguilés, sementes para plantio, literatura de cultivo, maricas, porta-baganas, apetrechos do vício em geral, além de toda sorte de doces para combater a chamada “larica” pós-baseado.

Em vez de fugir da polícia, o maconheiro será perseguido implacavelmente por spams e operadoras de telemarketing. Pense nisso antes de sair por aí pregando a legalização desse negócio no Brasil!