Nem toda mão é boba!

Tutty Vasques

18 de setembro de 2014 | 02h02

ilustração pOjucanA discussão sobre o que difere ‘bola na mão’ de ‘mão na bola’, polêmica maior do Brasileirão, chegou ao Congresso: “Bola na mão é como corrupção passiva”, comparou dia desses um deputado no cafezinho da Câmara. “Quando não há intenção deliberada de meter a mão, mas acontece de nela levar bola, não cabe penalidade máxima – vale o mesmo para o futebol!”

Cada um com seu cada qual tem uma interpretação diferente para o referido incidente na grande área depois que a Fifa liberou a imaginação da arbitragem para julgar se, além do propósito evidente, o jogador assume no lance o risco de que a bola toque em sua mão durante “movimento não-natural” do corpo. Nem a regra do impedimento é tão complexa!

O resultado é que ninguém – aí incluídos torcedores e comentaristas – sabe mais distinguir ‘bola na mão’ de ‘mão na bola’ numa partida de futebol. Já tem zagueiro pensando em atuar algemado para provar inocência, taí uma providência que talvez possa evitar a mão boba no jogo político.

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