Neymar & Philippe Coutinho

Tutty Vasques

19 de março de 2010 | 09h18

A julgar pela condescendência de praxe com a violência no futebol brasileiro, a ameaça de deixar Neymar 18 jogos no gancho é, evidentemente, bravata da Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva. Entradas como aquela que motivou a justa expulsão do garoto do Santos contra o Palmeiras não merecem, em geral, sequer cartão amarelo sob os critérios de tolerância máxima adotados pela arbitragem em todo o País.

         O descabido rigor do TJD com Neymar pode ser só mais um sintoma da intolerância em campo com um certo futebol moleque que teima renascer no Brasil em plena era Dunga. O Neymar do Rio chama-se Philippe Coutinho! É atacante do Vasco, coitado, mas tem sido uma atração à parte nos estádios onde seu time paga micos. Como o similar paulista, quanto mais é caçado e ameaçado pelos adversários, mais os humilha com a bola entre as pernas, chapéuzinho, elástico, paradinha, calcanhar, letra… Dá gosto ver! Mas é outro que, pra ganhar cartão do juiz, basta uma jogada feia.

         O Brasil talvez ainda não esteja preparado para voltar a se destacar pela alegria de seu futebol, mas quem viver até 2014 verá esse tal Coutinho fazendo dupla com o novo Pelé da Vila Belmiro em final de Copa do Mundo no Maracanã. Quer apostar?

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