No exílio sul-africano

Tutty Vasques

01 de julho de 2010 | 06h11

reprodução

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Deu pra sentir daqui o drama de Elano, coitado, deixando o treino cabisbaixo para tratar do que só ontem foi diagnosticado como edema ósseo na perna direita do jogador. A dor maior, imagino, nem é ficar fora das quartas-de-final. O que fazer na concentração até a semifinal, eis a questão!

Depois de 30 dias de isolamento total dos jogadores na África do Sul, aquele clássico “bobinho” da hora do recreio dos jornalistas virou a maior distração do grupo. Afastado da brincadeira por lesão, Elano passou a última semana tomando carrinho por trás no Playstation de Felipe Melo, que, enquanto esteve machucado, encontrou no jogo eletrônico uma forma de aliviar a tensão dos dias de recuperação.

Outro que também teve alta ontem, Júlio Baptista era até então, no estaleiro, a opção de Elano para uma partida de porrinha. Sobrou agora o doutor Runco, que é fissurado em batalha naval.

Clausura igual na Copa só a dos árbitros que permanecem trancados a sete chaves pela Fifa, sem saber sequer se voltarão a campo na competição. É o caso do brasileiro Carlos Eugênio Simon, coitado, que já não aguenta mais brincar de pique esconde com seus dois bandeirinhas num hotel vigiado de Pretória. Calma, tchê! Faltam só 10 dias para acabar esse pesadelo!

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