Nome é apelido!

Tutty Vasques

17 Agosto 2011 | 02h03

ilustração pojucanQuando o jornalista Roberto Pompeu de Toledo trocou o cargo de correspondente de revista em Paris pelo de editor-executivo de jornal no Rio, logo ganhou apelido na redação: “Morumba”. Era um modo carioca de reverenciar a origem quatrocentona do coleguinha, cuja família dá nome e sobrenome ao estádio do Morumbi – Cícero Pompeu de Toledo, para os íntimos.

Sem querer melar o negócio de R$ 300 milhões que o Corinthians estaria fechando para batizar o Itaquerão com a marca de um grande banco, vale lembrar o seguinte: nome de estádio de futebol no Brasil é apelido, quem dá é a torcida!” Ainda que as homenagens de praxe sejam prerrogativas oficiais, para efeito de marketing a chancela escolhida em gabinetes não tem tanto valor.

Familiares de Mário Filho e José de Magalhães Pinto teriam jogado dinheiro fora se tivessem pago uma fortuna para emplacar o nome de seus entes queridos no Maracanã e no Mineirão, respectivamente.

O banco que comprar o direito de nomear a nova arena do Timão deve levar isso em conta. Ou, depois, não reclama se, na contramão do pretendido, o apelido do estádio colar em algum herdeiro da banca. Será que um dia vão chamar o Waltinho Moreira Salles de “Itaquerão”?