Novo teatro do absurdo

Tutty Vasques

26 Novembro 2011 | 06h53

ilustração pojucanDar para trás no que diz, no caso do insaciável Jair Bolsonaro, não dói nada! Pelo contrário, toda vez que o deputado engata uma ré no discurso é sinal de que chegou onde queria.

De volta ao alto de página do noticiário, desta vez por insinuações sobre a opção sexual da presidente da República, o líder da bancada homofóbica da Câmara não teve dúvidas: diante do tamanho do absurdo proferido em sessão plenária, deu logo aquela recuada radical de satisfação.

Ainda em êxtase, alegou ter sido traído por essa língua sem-vergonha que a gente fala ao questionar Dilma Rousseff, curto e grosso: “Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma!” Nada pessoal, fingiu a seguir consertar, referia-se à “causa” gay. Ah, bom!

Torce agora para que o PT leve adiante a acusação de quebra de decoro parlamentar, garantindo-lhe espaço na imprensa até o arquivamento do caso no Conselho de Ética, exatamente como aconteceu depois que disparou sua verborragia racista contra Preta Gil, lembra?

Moral da história:

O que Jair Bolsonaro diz não se escreve, mas também não se apaga!