“Nunca mais vai dar praia!”

Tutty Vasques

09 Novembro 2012 | 06h14

reproduçãoO problema é que ninguém acredita mais no Sérgio Cabral! Quando ele diz, por exemplo, que, se mudarem as regras de distribuição dos royalties do petróleo, não vai rolar Copa do Mundo nem Olimpíada no Rio, o carioca dá logo um baita desconto!

O desabafo do governador soa, cá pra nós, tão improvável quanto suspeitar que algo possa tirar o título de campeão brasileiro do Fluminense. Tão impensável quanto a probabilidade de faltar cerveja no carnaval, se é que haverá carnaval!

O povo em Ipanema faz “ahã”, e vida que segue a caminho do mar!

Se for de fato real, o risco de fim do mundo no Rio preconizado por Cabral vai pegar muita gente de surpresa nas praias, se é que elas ainda estarão abertas quando “o estado fechar as portas”.

O lado dramático, quase canastrão, do governador se pronunciar também não ajuda a dar credibilidade ao tal “colapso das finanças públicas” que estaria se avizinhando da Cidade Maravilhosa.

Da maneira como ele fala, francamente, fica a impressão de que o Rio pode ter morte súbita a qualquer momento. Podia começar dizendo “oi, gente, o Réveillon de Copacabana subiu no telhado” antes de jogar logo uma pá de cal na Olimpíada, né não?