O abelhudo da cobertura

Tutty Vasques

04 Setembro 2013 | 02h42

ilustração pojucanNão é de hoje que Dilma Rousseff procura alguém no governo para ser o homem da casa nesses casos de briga com vizinhos. Agora mesmo, falta no Palácio do Planalto quem tome satisfações na medida certa com o valentão do andar de cima que andou espiando a presidente no exercício do poder.

Estreando como chanceler em arranca-rabos internacionais, Luiz Alberto Figueiredo mostrou de cara que não tem aquele jeitinho de seu antecessor para, nessas circunstâncias, dizer “ai, ai, ai” pro abelhudo.

Mas também não pareceu muito à vontade ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, gritando a toda hora na janela que “isso é inadmissível, inaceitável”!

O chanceler Figueiredo precisa achar logo o tom apropriado para esse bate-boca com o primeiro mundo, antes que a presidente Dilma recorra a seu velho assessor para assuntos aleatórios internacionais: Marco Aurélio Garcia sempre foi francamente a favor de uma intervenção militar nos EUA.

Já pensou se a gente ganha a guerra!