O acordo da discórdia

Tutty Vasques

19 de maio de 2010 | 09h29

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Mal recuperado do que viu acontecer com a coerência na Seleção, o brasileiro assiste, atônito, à desmoralização do acordo no noticiário internacional. A mesma decepção que vitimou o pensamento lógico a partir de seu emprego no raciocínio do técnico Dunga ameaça atingir em cheio o conceito clássico de entendimento, depois dos esforços de paz do presidente Lula no Irã. Desde então, quando o assunto é ‘o acordo’, ninguém se entende. Tem gente que acredita, e tá acabado! Tem gente que não acredita – e pronto! Fora a turma que põe em dúvida a arbitragem.

A regra, no caso, não é clara! “Precisa ver se o juiz deu o gol mesmo ou se houve impedimento”, apitou FHC em cima do muro e do lance que transformou a diplomacia brasileira em conversa de botequim regada a combustível nuclear iraniano enriquecido na Turquia. Enquanto os mais sóbrios aguardam o tira-teima do acordo, as torcidas organizadas acusam vexame, de um lado, e gol de placa, de outro. Tem ainda aquele tipo que, sem cantar vitória, comemora o resultado pelo vício de achar bom negócio qualquer empate fora de casa.

Tomara que, quando começar a Copa, não seja tão complicado perceber se o Brasil está ganhando ou perdendo em dia de jogo da Seleção.

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