O argentino do bem!

Tutty Vasques

15 Março 2013 | 02h02

reproduçãoO brasileiro comum vai levar ainda algum tempo para se acostumar com a ideia de um argentino humilde, modesto, bondoso e carismático. Por enquanto, achar o papa “simpaticão” já parece uma graça divina.

Francisco, como passou a se chamar o ex-arcebispo de Buenos Aires, vai precisar de uma mão de Deus para fazer com que brasileiros e argentinos comunguem do mesmo credo ao menos quando o assunto não for o futebol.

Atualmente, como se sabe, vigoram de lado a lado da fronteira entre os povos uma série de mandamentos para este ou praquele lugar, dependendo da discussão.

De uma maneira geral, o brasileiro se acha um cara de sorte por não ter nascido argentino – e vice-versa!
Não tem espírito santo em meio à intolerância mútua, mas quem sabe o papa Francisco não introduz ao menos meia dúzia de preceitos católicos na contenda.

Por exemplo:

1) Não amarás a Pelé ou Maradona sobre todas as coisas;
2) Não evocarás a mãe do próximo em nenhuma circunstância;
3) Não farás piada com o jeito ridículo de ser do outro;
4) Não meterás o dedo na ferida do vizinho;
5) Não cobiçarás o título alheio;
6) Tolerai-vos uns aos outros.

Milagres acontecem!