O balanço dos inocentes!

O balanço dos inocentes!

Tutty Vasques

19 de novembro de 2014 | 00h19

Tutty.blog.balancoBalanço, em geral, é coisa boa! Pode-se senti-lo substantivo no mar, na rede, no colo da mãe, no remelexo da dança, em tudo que na definição do mestre Houaiss provoca “deslocamento alternado de um corpo em relação ao seu centro de equilíbrio” – não parece gostoso?

 

Na língua portuguesa, balanço é nome de brinquedo, primeiro esporte radical de toda criança em qualquer parque do mundo. Há séculos, o movimento da vida começa num desses assentos suspensos por cordas ou correntes e acaba, na melhor das hipóteses, numa cadeira de balanço!

 

O balanço está na cadência bonita do samba ou no equilíbrio entre graves e agudos de qualquer reprodução sonora.

 

No sentido figurado, significa exame escrupuloso, análise – uma parada obrigatória para pensar –, mas no jargão dos arquitetos balanço é tudo aquilo que se projeta no ar, tipo uma varandinha.

 

Enfim, nem todo balanço é assunto tão desagradável quanto a demonstração do estado patrimonial da Petrobrás em discussão no noticiário.

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