O bem amado de Mangaratiba

O bem amado de Mangaratiba

Tutty Vasques

13 de agosto de 2010 | 06h36

Reprodução

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Desde a novela da inauguração do cemitério municipal de Sucupira, em O Bem Amado, o folclore político brasileiro não produzia polêmica igual: o Odorico Paraguaçú de Mangaratiba (RJ) anunciou esta semana que caberá ao povo desse lugarejo no caminho do carioca para Angra dos Reis decidir em plebiscito se a cidade quer uma estátua de Sylvester Stallone em tamanho natural.

         Acredite se quiser: quando passou por lá com as filmagens de Os Mercenários, o ator doou à prefeitura R$ 65 mil para a confecção de sua escultura em bronze na pracinha principal. Como se isso aqui fosse um país onde o visitante, além de ganhar macacos dos nativos, pudesse financiar a própria estátua em espaço público tupiniquim.

         E assim seria, não fossem as besteiras que o ator americano andou falando sobre o Brasil no lançamento de seu filme nos EUA. Foi então, imagino, que o prefeito Aarão de Moura Brito Neto teve a ideia democrática de dividir responsabilidades pelo monumento com a população local.

Essa história só terá final feliz se o eleitor transformar Mangaratiba em destino turístico internacional pela estátua que Stallone pagou, mas não levou. A campanha do ‘NÃO’ já está das ruas com o slogan “Vamos dar um cano no Rambo!”

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