O boi foi pro brejo!

Tutty Vasques

15 de março de 2014 | 06h23

reproduçãoÉ mais uma conquista das mulheres! Depois do feminino de presidente cunhado pela ‘presidenta’ Dilma, a expressão idiomática ‘bode expiatório’ ganhou nova versão de gênero gramatical no discurso da pré-candidata a ‘vice-presidenta’ Marina Silva, que acusa o governo de buscar nela, ambientalista de carteirinha, uma “cabra expiatória” para o desabastecimento hidrelétrico.

Isso quer dizer o seguinte: está aberta a porteira para o uso de fêmeas em figuras de linguagem tradicionalmente protagonizadas por machos. Exemplos: matar uma leoa por dia; engolir sapa; comprar gata por lebre; cor de burra quando foge; a égua dada não se olha os dentes; à noite todas as gatas são pardas; quem não tem cadela caça com gata; mais vale uma pássara na mão que duas voando; memória de elefanta; dar pérolas às porcas; abraço de ursa; macaca em cristaleira; vaca de piranha; dar com as burras n’água; passarinha que come pedra…

Enfim, as cachorras ladram e a caravana passa!

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