O chuchu de Copenhague

Tutty Vasques

19 de dezembro de 2009 | 09h28

Não sei se a Astrologia ou alguma ciência oculta pode esclarecer o mistério, mas, definitivamente, alguma coisa esquisita acontece a Barack Obama quando ele pisa em Copenhague. O presidente americano que discursou ontem na Conferência do Clima não foi nem sombra daquele sujeito brilhante que o mundo elegeu como guia. Mal comparando, parecia o Alckmin em matéria de entusiasmo, carisma e desenvoltura ao microfone.

A face chuchu de Obama já havia dado as caras na capital dinamarquesa em outubro, quando o homem mais envolvente do mundo não conseguiu seduzir ninguém por lá para a candidatura de Chicago a cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Fenômeno inverso faz de Copenhague cenário das melhores performances públicas de Lula no exercício da Presidência. Ontem, mais uma vez, o filho do Brasil roubou a cena do colega americano ao apagar das luzes da COP-15. A julgar pela reação da plateia, se as eleições para presidente do planeta fossem hoje, “o cara” ganhava!

Texto publicado no caderno Metrópole deste sábado no Estadão.

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