O cigarro do futuro

Tutty Vasques

07 Abril 2011 | 06h12

dgsgsdgdEram modelos diferentes, todos com design de última geração, que, um a um, o sujeito à minha frente foi tirando dos bolsos quando chegou sua vez de ingressar na área de embarque do aeroporto de Congonhas. O homenzinho despachou para exame em raio x quatro celulares que levava junto ao corpo na viagem. Não é, convenhamos, um vício como outro qualquer!

A crescente dependência do homem moderno ao telefone móvel pode ser medida em seu nível mais dramático pela crise de abstinência provocada por 50 minutos de aparelhos desligados na ponte aérea Rio-São Paulo. Tem executivo que não espera o avião tocar na pista para religar o seu, fissurado por torpedos, e-mails, mensagens de voz, um tapa qualquer no celular: “Alô, cheguei!”

Dá pena dessa gente imaginar que, no futuro, o vício em questão será considerado tão nocivo quanto o cigarro hoje em dia. Proibido esta semana nas agências bancárias do Rio – tendência já consagrada em outras cidades –, o uso do celular acabará sendo, por motivos de segurança ou pura inconveniência, restrito a ambientes privativos.

Nada de pânico, por favor! Só quando, enfim, criarem áreas para portadores de aparelhos em restaurantes terá chegado a hora de largar o vício.