O cúmulo da bizarrice

Tutty Vasques

11 Janeiro 2014 | 06h10

reproduçãoConsolidada em pesquisa do Ibope como segundo meio de comunicação mais consultado pelo brasileiro em busca de informação – à frente agora do rádio, atrás apenas da TV aberta –, a Internet exige do leitor talento de editor para não perder muito tempo com a face bizarra do noticiário virtual.

Tudo que é esquisito, excêntrico ou ridículo ganha roupagem de coisa séria na web: ‘Banco promete combater prisão de ventre’; ‘Eri Johnson quase beija Deborah Blando’; ‘Homem mata padrasto ao fazer ‘cuecão’; ‘Despertador te acorda com a previsão da sua data de morte’; ‘Mulher vai à emergência durante orgasmo de três horas’; ‘Suposto caçador diz ter capturado e matado o pé-grande’…

Mas, entre todos os exemplos pinçados ontem dos portais de jornalismo, nada soa tão desnecessário quanto a declaração aloprada da governadora Roseana Sarney sobre a barbárie em seu estado: “Um problema que piora a segurança é que o Maranhão está mais rico!” Seria bizarro, não fosse trágico!